Os primeiros doze meses do desenvolvimento do bebê são extremamente intensos. É esperado que, ao final desse período, os bebês desenvolvam controle motor para realizar movimentos como sentar, andar, rolar. Também espera-se que eles pronunciem suas primeiras palavras, reproduzam gestos relativos à interação social, como dar tchau, mandar beijo e bater palmas e, ainda, iniciem os primeiros entendimentos do mundo.

Todo o primeiro ano do bebê gira em torno da exploração do mundo e do convívio com as pessoas. E isso deve ser incentivado sempre, claro que com segurança. Mas é vital que o pequeno conheça diferentes sons, texturas, ambientes, cores e interaja com as pessoas próximas. Tudo favorecerá o desenvolvimento saudável e a criação de vínculos. 

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Os pediatras consideram os três primeiros meses após o nascimento como o “quarto trimestre” da gravidez. Esse fato ressalta a fragilidade desta fase e reforça quão inicial é a formação cerebral do recém-nascido. E, principalmente, o cuidado que essa conjuntura exige.

Outra coisa bastante questionada pelos recém pais é sobre qual momento iniciar o trabalho de educar e disciplinar. Aqui vai um alento: o primeiro ano pode ser considerado uma etapa de adaptação e vínculo, que serão as bases para o educar e disciplinar após essa fase. Isso porque a parte cerebral do humano focada na autorregulação é o córtex pré-frontal, e esta área ainda não está formada no recém-nascido.

Ou seja, atitudes voltadas à disciplina, como supor que o choro é de manha, e por isso ignorá-lo, não passam de mitos. Aliás, pelo contrário, é importante que as necessidades da criança nessa fase sejam atendidas, pois cada necessidade atendida reforça a base do ciclo de confiança e pertencimento da criança, vital para os anos consequentes. E, de fato, os chorinhos são respostas aos incômodos da fase. Isso não significa que você tem que solucionar 100% das angústias de seu bebê. Muitos dos chorinhos serão de cólica, e nem sempre haverá uma solução imediata para esses momentos, mas é importante considerá-los, pois todos tem seu fundamento em um incômodo real da criança.

Tônus muscular 

Quanto aos tempos para sentar, engatinhar e andar, cada bebê tem o seu. Então, não é bacana ficar comparando o seu neném com outro da família. Sabemos que comparações são inevitáveis e, sempre que estiver com dúvida, consulte o seu pediatra, ele te ajudará a solucioná-las. Mas incentive seu filho a explorar o ambiente, a se arrastar, engatinhar, a tentar andar. Faça com que o ambiente provoque o bebê a se esticar na tentativa de pegar objetos. Todos esses esforços favorecem o tônus muscular, que é a fonte para os movimentos mais sofisticados. 

Tente não resolver todos os problemas para o bebê. Se o pequeno se esticou para pegar o objeto, antes de entregar o objeto à ele, perceba como o seu corpinho reage. Claro que, às vezes, seu bebê precisará de auxílio, mas essas tentativas frequentes geram um ciclo de tentativas repetitivas e motivadas, que aos pouquinhos tornam-se os movimentos desejados.

Primeiras palavras 

Para falar, seguimos a mesma lógica. Converse e balbucie com o seu pequeno. Pesquisas revelam que os bebês que têm suas primeiras vocalizações respondidas 80% do tempo, têm seu desenvolvimento de linguagem acelerado. Ou seja, use e abuse do baby talk para falar com o seu neném, os sons agudos despertam sua atenção. E a interação motivará que ele se arrisque nas primeiras palavrinhas. 

Sono

Incentive um sono tranquilo para o seu bebê, o desenvolvimento continua e se intensifica nos momentos desacordados. Preze por esses momentos. Crie ambientes com musicalização e luz que convidam a uma boa noite de sono. 

E por último, uma dica: tente não se cobrar tanto. Sabemos das angústias de ser pais e mães e não é uma tarefa fácil. Você é responsável pela nova geração e isso é importantíssimo. Respeite seu tempo, comemore seus acertos, aprenda com os erros e curta seu bebê!  🙂

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Profile photo of Nathalia Pontes

Mestranda em Psicologia da Educação, Psicopedagoga e Escritora, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação, desenhos, viagens e literatura.